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Charles Cristiano
Estudante de Publicidade vorás consumidor de literatura, cinema e pasmem: comerciais de tv, isso mesmo, na hora que todos trocam de canal, ele troca de televisão para assistir os comerciais. Divide seu tempo entre a rotina estressante da tela do computador e do papel e caneta onde borda (é.. na verdade ele tenta) palavras e textos com a paixão que lhe acompanha desde a infância. Belo Horizonte - MG charles.vicio@gmail.com
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CAUSOS, PROSAS E AFINS

março 31, 2008

texto originalmente feito para uma especial amiga, quando muito tristinha :).


25 motivos para encontrar a felicidade em você.

Charles Cristiano de Faria

  1. A felicidade não está no ter e sim no Ser.
  2. A felicidade não é encontrar a perfeição das coisas mais encontrar a beleza na imperfeição das coisas.
  3. A felicidade é saber que você é especial e única.
  4. A felicidade é compreender que a vida é um dom que Deus toca em cada um antes de nascer.
  5. A felicidade é sorrir ao lembrar que você já ganhou uma corrida contra outros milhares de concorrentes, no ato da fecundação. Veja bem, nunca diga que você não é vencedora.
  6. A felicidade está em saber que somente você pode mudar seu destino e a ninguém mais cabe as escolhas para sua vida. Você é dona do seu destino.
  7. A felicidade é ver que você controla seus passos e pode mudar de direção quando bem entender, basta querer.
  8. A felicidade é perceber que o mundo não está no centro de seu umbigo, mais com batalha e luta pode colocar tudo sob seus pés.
  9. A felicidade é ver que as derrotas nos tornam fortes. Nos faz enxergar melhor tudo que não queríamos antes, e encontrar solução para os problemas.
  10. A felicidade está em ver que não somos tão perfeitos que imaginamos, nem tão imperfeitos que o mundo inteiro nos odeie.
  11. A felicidade está em você, que alegra a cada ambiente que chega e contagia os que estão perto com um sorriso impossível de se notar.
  12. A felicidade está na espontaneidade que conta uma piada legal ou uma ruim, como se fossem iguais, rancando gargalhadas ou indiferença em frações de segundo.
  13. A felicidade está em combinar toddynho e chips, mesmo sabendo que eles não tem nada a ver e não se importar com o que os outros acham.
  14. A felicidade está em gritar loucamente no meio do corredor por alguém, e descer desgovernada as escadas para chegar e dizer simplesmente ‘oi’.
  15. A felicidade está em ser eufórica, histérica, quase louca, desvairada, um tanto confusa, e mesmo assim ser especial para todos que estão ao seu lado. Pois quando não está perto parece que até a alegria fica um pouco mais sem graça.
  16. A felicidade está em falar sem pensar, pensar sem falar, falar falar falar, pensar pensar pensar, as vezes não fazer nenhum dos dois.
  17. A felicidade está em dar cada passo como se estivesse em uma passarela, cada gesto como se fosse uma princesa, cada fala como se fosse uma oratória, e estar apenas conversando informalmente com os amigos.
  18. A felicidade está em ser você em todos os instantes indiferente de quão distante esteja aquilo que lhe traz felicidade, afinal a felicidade está em você, não vem até você.
  19. A felicidade está em cantar axé quando se gosta de forró, ou tocar um rock n’ roll em pleno carnaval da bahia.
  20. A felicidade está em deitar na cama e perceber que aquele cantinho é o melhor de todos e que a cumplicidade dos dois se conforta quando alguém tenta tirar um pouquinho de felicidade de seu dia.
  21. A felicidade está em andar sem rumo por uma praça, pensando em tudo que tem pra se arrepender, pois muito pior é não ter nada para se arrepender, afinal só se arrepende quem corre riscos, e só ganha grandes batalhas quem arrisca.
  22. A felicidade está em comprar um pote de sorvete e toma-lo sozinho, de uma vez, assistindo um filme que já viu várias vezes, mais que arranca um sorriso seu a cada cena.
  23. A felicidade está em comer brigadeiro de lata, ou disputar um na mesa de aniversário da irmã mais nova da prima da vizinha da irmã de uma amiga da sua colega de sala.
  24. A felicidade está em escutar no rádio aquela música que você mais gosta, mesmo já tendo escutado ela várias vezes no aparelho de Mp3.
  25. A felicidade está em você, e em mais lugar algum no universo. Pois você já é única e especial.

Charles Cristiano – out/2007

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Marcadores: alegre, alegria, charles cristiano, encontrar, felicidade, feliz, noturna, poesia, rayssa nolasco, sorriso

Odeio

março 28, 2008

primeiro texto de colaboração externa, escrito por um grande companheiro de facul - Mr. Pedro Américo, diretamente de seu blog: oCrepúsculo

Odeio

Há várias coisas que amamos odiar
Há várias coisas que odiamos amar
Há várias coisas que amamos e que ainda vamos odiar
Pode ser que (acho difícil) que coisas
que odiamos passemos a amar.

Odeio pessoas burras
Odeio pessoas estúpidas
Odeio pessoas que jogam a
inteligência no lixo
Odeio pessoas que acham que
aprender é um desperdício.

Odeio a estupidez coletiva
Odeio a inteligência seletiva
Odeio o medo de tentar
Odeio procurar e nunca achar
Odeio o controle sobre nós
Odeio que estejamos a sós.

Odeio a imaturidade de quem
não a deveria ter
Odeio a sensatez de sobre tudo isso
saber
Odeio a minha consciência
Odeio a minha (não) paciência

Odeio cabeças fechadas
Odeio opiniões esperadas
Odeio ajudar quem não merece
Odeio não poder ajudar quem merece

Odeio odiar tanto tão intensamente
Da mesma forma que amo amar imensamente
Amor e ódio. Tão pertos, tão certos, que
é impossível ignorar.
Jamais poderia. Deixar de odiar, deixar de amar.

Pedro Américo

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março 17, 2008



FRIO E INDIFERENTE

Frio e indiferente.

Ela havia passado várias vezes por ali, durante mais de cinco anos, e nunca observara o quanto aquele corredor era triste. Buscava em seus pensamentos entender porque aquele lugar onde ela lutava por levar vida se transformou em um corredor, mais um entre tantos no mundo, frio e indiferente.

Na mão um envelope, um pedaço de papel que pesava como a própria árvore centenária que se usou como matéria prima, ‘... a natureza agoniza como as vidas humanas...’ pensou. Olha para o lado e observa aqueles que assistiu por diversas vezes, levando o coquetel, alívio para o corpo e a palavra amiga, alívio para a alma.

Era uma mulher inteligente. Já aos 18 era independente e se dividia entre a batalha na Escola de Medicina e sua carreira de modelo profissional. Alta, magra, bela, perfil perfeito, seria 'top' em breve. Ganhou um concurso internacional e quando todos pensavam que ia assinar com uma agência famosa, jogou tudo pro alto e decidiu salvar vidas. Primeiro a dela própria, que estava ficando vazia como os pratos que lhe eram permitidos. Depois a do irmão.

Ele. A ‘ovelha desgarrada’ como era chamado pelo pai, desde o dia que entrou em casa com o exame confirmando ser soropositivo. Assumiu ser homossexual e foi expulso de casa. Assunto de jornal, família conhecida. A notícia tomou proporções de escândalo. O pai médico havia fundado um hospital para tratamento de portadores do vírus. Tinha orgulho em dizer que seus dois filhos estavam cursando a faculdade de Medicina. Porém não havia contraído o vírus por ser homossexual, e sim de uma ex-namorada, uma grande decepção amorosa e que anos depois lhe pregou mais uma peça, amarga.

É interrompida de seus pensamentos por uma mão que lhe toca os ombros, um sorriso conhecido. Um dos pacientes mais antigos, e por quem tinha grande admiração pela luta e vontade de viver. Quisera ela ter aquela mesma chama acesa em seu peito. Sentia que o mundo era frio como aquele corredor.

Anda um pouco mais e deixa o corpo cair pesadamente sobre uma cadeira. Se sente cansada. Havia poucos segundos que estava com aquele papel na mão, mas era como se tivesse levado séculos para caminhar pouco mais que vinte passos.

Ao ver um residente, lembra-se de quando formou, e da promessa feita àquele que tanto lhe apoiara nos anos de estudo: ‘... vou descobrir a cura para você meu irmão, meu amigo, para você e para todos mais...’

Ele não conseguiu esperar a promessa ser cumprida. O vírus foi cruel, atacou da maneira mais violenta, após o período de incubação, se manifestou ferozmente e em menos de dois anos levou sua vida. Mas deixou a promessa e o esforço de conseguir aliviar a dor de tantos outros que estavam juntos na mesma luta: viver.

Pensou onde havia errado ou como tinha acontecido e não encontrava explicações. Enquanto uma lágrima descia pelo rosto pensou nos filhos, apenas eles eram inspiração para continuar a lutar, aquilo que poderia se apegar. Frutos do amor entre ela e o supervisor bonitão do laboratório de análises. Quando se conheceram era tido o par ideal, a família o adorava. Cinco anos mais velho e recém formado era de uma família de médicos e tinha um futuro promissor. Tido como um bom rapaz. Descobriria ela anos depois do casamento que ele levava uma vida dupla há tempos, e os plantões noturnos não passavam de engodo para disfarçar suas puladas de cerca.

E foi aí que encontrou a chave. O envelope queimava em suas mãos. O peso de uma vida dedicada e a realidade cruel da decepção. O amor que cultivou pelo ex-marido, hoje um respeitado diretor de Hospital. Mais nenhum destes atributos tirava dela a marca que carregaria para sempre.

Caminha mais uns passos e ao olhar para uma janela vê seu reflexo. A imagem ainda era de uma mulher linda, jovem. Mas o semblante demonstrava toda a amargura da notícia que o envelope branco, com as iniciais do hospital trazia: um resultado soropositivo jogava por terra toda crença que ela tinha no amor e na compaixão.

Agora fazia parte da mais recente e dolorosa estatística sobre a doença: o grupo de infectados que mais cresce é o de mulheres casadas, infectadas pelos próprios maridos. Vítimas do amor. Ela se viu entre as milhares de Ana’s ou Joana’s que dia após dia passavam por seu consultório. E que viam suas vidas desmoronar como castelos de carta. Tornara-se um número frio e indiferente como as paredes do corredor que se estendia à sua frente.

Tentou mais alguns passos, porém lhe faltaram forças para suportar a dor que a vida lhe impunha. Olhou para parede branco gelo do corredor, e na busca por algo que desse apoio tentou alcançar a porta, deixou se cair no espaço vazio. A queda, como se um império estivesse em eclosão, sua vida já não era mais sua.

A queda durou séculos, ou foi apenas o tempo que parou? Ela já não sabia mais distinguir a realidade. Tudo aquilo que plantou como verdade, agora brotava como um fruto amargo. Se acreditou no verdadeiro amor, nas promessas do galante supervisor e a ele entregou sua vida, ali viu sua derrota. E acabou vítima do maior sintoma que a doença pode causar: o abandono. Abandono do marido que se foi com uma estagiária dez anos mais nova; abandono dos amigos que ao saber de sua dúvida, refugiaram-se em suas vidas, seus próprios problemas; abandono do pai, que lhe virou as costas quando decidiu ficar do lado do irmão e agora abandono da fé, na crença em si, na cura, na vida.

Chegou o fim ela pensou, e em um segundo de lucidez escutou a voz do filho menor, três anos apenas gritando: “mamãe, mamãe, eu te amo...”.

Ao abrir os olhos, viu o sorriso de um homem que a muito tinha saído de sua vida, não sabia quanto tempo ficou inconsciente, tampouco importava. O brilho nos olhos dos dois filhos que agora a abraçavam eram para ela como um renascer. Talvez fosse somente delírio, mais viu nos filhos a vida que pensava ter perdido, talvez ali estivesse a fé que precisava.

O pai, ainda com o sorriso reconfortante lhe beijou a fronte e com os olhos úmidos pediu a ela perdão, perdão por ter sido tão duro em suas escolhas, em suas decisões, e ter abandonado os dois filhos. Se fechado em seu mundo. Perdão por reconhecer que a culpa não era deles, e sim por ter deixado a família em um momento da vida, para se dedicar aos seus projetos. Perdão por abandonar o filho quando mais precisou dele, ter deixado para ela a luta por um pedacinho de si próprio, por alguém que era o que ele havia sido um dia. Perdão por ter deixado de lado os propósitos que tinham norteado sua vida por tanto tempo: salvar vidas, ajudar os mais abandonados.

‘-Estamos juntos nesta. Vamos lutar por sua vida juntos...”, e olhando para tantos outros que estavam ali pelo mesmo motivo completou, ‘...vamos lutar por todas estas vidas juntos.’

A vida às vezes é assim, separa e une corações pelos mesmos motivos.

Ela prometeu a si lutar com maior intensidade e dedicação, contra o descaso e o abandono, que pior do que maltratar o corpo maltrata o espírito do portador do vírus, tirando a esperança na cura.

No amor e força que o pai transmitia encontrou a esperança na cura.

No amor pelos filhos encontrou forças para lutar cada segundo por um segundo a mais de vida.

No amor por cada alma que dependesse de suas mãos e conhecimento encontrou um motivo para acreditar no espírito humano, e por ele fazer algo.

O maior dos sintomas de um soropositivo é o abando da família, amigos esperança. O coração de quem lhe impõe essa realidade é como um corredor de hospital: frio e indiferente.

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março 07, 2008

BlogBlogs.Com.Br

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Dois Minutos

Olá.

Depois de um tempo sumido estou reativando as postagens, espero que todos gostem de tudo.

Esta crônica foi publicada no jornal laboratório da Faculdade Una, e resolvi disponibilizar. Espero que gostem.



DOIS MINUTOS

Charles Cristiano de Faria

A cada dois minutos uma pessoa morre no continente africano, vítima da AIDS. Acredita-se que em dez anos 30% da população de alguns países esteja infectada, o que poderá reduzir a expectativa de vida nestas regiões para cerca de trinta anos. Pergunto-me quanto de verdade há nestas estatísticas, que acabo de ver em uma reportagem.

A resposta é simples e talvez pior, pois elas são baseadas em informações oficiais, deixando todos os casos não registrados de fora.

O mundo vira as costas para todas as vítimas da falta de informação ou condições de prevenção, preferem transformar cada vítima em um emaranhado de números. Um dado estatístico não tem pai, filho ou esposa. Não tem casa nem amigos. Não tem emprego ou pega o ônibus. Um dado estatístico não senta ao nosso lado na lanchonete, tampouco disputa um táxi ou vai ao estádio de futebol torcer por seu time. Um dado estatístico é apenas um número. Um número é menos ainda quando está do outro lado do oceano, num lugar onde até os potentes satélites do homem mudam a rota, para não registrar a dura realidade vivida.

Aqui na Terra de Santa Cruz, o grande vilão é nossa própria irresponsabilidade, social ou pessoal, não importa.

Milhões são gastos em campanhas de prevenção. Muito se é falado nas escolas, jornais ou televisão. A epidemia nem é recente, já atingiu a maioridade. A todos os lugares que olhamos vemos alertas sobre seus perigos.

Somos vítima de nossa própria ignorância, a crença de que ‘irá acontecer com o outro e não comigo’, faz com que nos sintamos como deuses inatingíveis, e quando abrimos os olhos, percebemos que a todo instante um olimpo se desfaz, e como anjos caídos sofremos as conseqüências de nossas próprias atitudes.

Aqui como lá ainda há salvação, basta cada um sair de sua acomodação e viver com atitudes responsáveis, quem sabe um dia lerei por aí: “A cada dois minutos uma vida é salva na África, terra mãe de todos os povos.”

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